A comunidade remanescente de Quilombo da Fazenda, localizada na região do Bairro Sítio do Campo, celebrou neste mês duas décadas desde o recebimento do título de reconhecimento oficial pela Fundação Cultural Palmares, em 2006. A área, que abriga cerca de 45 famílias descendentes de escravizados que trabalhavam nas antigas fazendas de cana-de-açúcar e café da Baixada Santista, ainda aguarda a conclusão do processo de demarcação das terras pela Fundação Palmares e pelo Incra. A comunidade mantém vivas tradições como a fabricação artesanal de farinha de mandioca, a culinária típica e a Folia de Reis, celebrada anualmente em janeiro. Em 2026, lideranças quilombolas reforçaram a mobilização para que o processo de titulação definitiva seja concluído ainda neste ano, com apoio da Defensoria Pública da União. A história do Quilombo da Fazenda é um dos capítulos mais emblemáticos da resistência negra na região e integra o calendário de eventos do Museu da Cidade.

